terça-feira, 22 de março de 2011

Descarado e com lata...

Todos nós conhecemos sempre alguém com notáveis capacidades para dar a volta ao texto ou virar o bico ao prego. Muitas vezes ultrapassando mesmo o limite da decência e entrando na zona de fazer dos outros parvos.
São os que nunca têm culpa de nada, que sacodem a água do capote, que atiram a pedra e escondem a mão, enfim, os que são sempre vítimas e nunca responsáveis. Mesmo perante as evidências, têm sempre um argumento final: acreditam mais em mim ou nos vossos olhos mentirosos? Estamos perante os despudorados, cheios de lata e sem vergonha.
Determinação, coragem e certeza do caminho é outra coisa. São inclusive virtudes de carácter. Não desvios. Por vezes, confunde-se teimosia, obsessão e mentira repetida com firmeza e personalidade forte. Mas há uma fronteira entre estes dois comportamentos: é a linha da seriedade intelectual.
O Senhor Primeiro-ministro já passou esta linha há muito tempo. Infelizmente! Está mesmo na fase de se fintar a ele próprio, depois de grandes fintas ao País. Com a mesma cara. Com a mesma lata. É uma overdose de descaramento. Como é possível passar a vida em manobras intelectuais, transformando os seus próprios erros em pérfidos argumentos de defesa? Como é possível transformar a desgraça governativa num espartilho de opções para campanha eleitoral como se nada fosse responsabilidade sua?
É do pretexto que este Primeiro-ministro vive. O pretexto tem sido o lema do seu sinuoso comportamento político. Nada é consistente. Nada é rigoroso como os tempos exigem. Nada é transparente. Toda a governação vai a reboque da sua agenda de circunstância, é o vale-tudo para ultrapassar as suas dificuldades políticas; de pulo em pulo até ao abismo social. É o oportunismo irresponsável em todo o seu esplendor. É o egoísmo político como marca de uma governação fracassada. É este esgotado "agora é que vai ser" de braço dado com o estoirado auto-elogio de "salvador da pátria" que tem sido a música de fundo de um striptease das referências morais e de confiança de que Portugal tanto precisa. Quero crer que chegámos ao fim. O rei vai nu!
Já só não vê quem não quer ver. Já não é habilidade política, é deturpação maníaca da realidade. Daqui para a frente, não é só o descarado compulsivo que tem culpa, somos todos nós se formos na conversa da treta.
"Resume-se o homem numa só palavra: Mentiroso compulsivo! E tantas vezes mente, que acaba por interiorizar que as suas mentiras são de facto verdades. Ou então, padece de alguma doença maníaco-compulsiva."

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Presidente que não quis ser rei...

George Washington foi o primeiro Presidente dos Estados Unidos e do mundo. As repúblicas existem há milhares de anos, mas os seus líderes usavam outros títulos, como cônsul, doge ou capitão-regente.
No auge da sua popularidade como comandante das tropas americanas que desafiavam a coroa britânica, George Washington chegou a ser desafiado por um grupo mais entusiasmado de patriotas a tornar-se ele próprio rei dos futuros Estados Unidos. Mas nem as remotas origens aristocráticas que faziam dele, um longínquo descendente de Eduardo III de Inglaterra, um monarca do século XIV, deixaram que a sugestão lhe subisse à cabeça. Aliás, o fazendeiro da Virgínia, veterano das guerras contra franceses e índios e líder militar da revolução americana, sempre se mostrou avesso aos cargos de poder. E foram precisos muitos argumentos para o retirarem do seu refúgio de Mount Vernon (onde se recolhera em 1783 assim que foi reconhecida a independência) e assumir, primeiro, a presidência da convenção constitucional e, depois, a presidência da nova república americana. Eleito e reeleito sem rival, Washington limitou-se a ser Presidente por dois mandatos, entre 1789 e 1797, pretendendo dar o exemplo de que nenhum cargo pertence toda a vida a uma pessoa. Uma vez mais mostrava distância para com a tradição real, apesar de na juventude ter sido um súbdito leal. E para a história ficou, se não como o primeiro líder republicano, certamente como o primeiro dos presidentes. Antes dele, as repúblicas eram lideradas por cônsules, doges ou capitães-regentes. Em Outubro de 2008, em vésperas das eleições presidenciais que poriam Barack Obama na Casa Branca, a Newsweek descobriu no Texas aquele que seria hoje Paul I dos Estados Unidos se Washington tivesse aceitado ser coroado. Casado com Marta, o primeiro Presidente dos Estados Unidos não deixou descendência, tendo sim adoptado os filhos da sua mulher, já viúva quando o matrimónio entre ambos se realizou. Mas os seus irmãos tiveram vários filhos e filhas e hoje haverá nos Estados Unidos oito mil pessoas que se podem reclamar da família do primeiro Presidente. Cerca de duzentos são homens que usam o apelido Washington e a revista identificou, com ajuda de genealogistas, que Paul Emery Washington, então com 82 anos, teria direito à coroa americana se esta tivesse alguma vez existido. Tudo porque descende por dupla linhagem de Samuel, o irmão mais velho de Washington, que até foi uma espécie de segundo pai para o futuro Presidente quanto este ficou órfão aos nove anos. Mas nem Paul Emery nem os filhos, três homens e uma mulher, são grandes entusiastas da causa monárquica, apesar do orgulho natural de se chamarem Washington. E em regra os próprios americanos também não, pois mesmo em 1776, quando declararam a independência, os pais fundadores tinham já em vista uma república, sistema mais apropriado à ideia, escrita por Thomas Jefferon, de que todos os homens nascem iguais. Mas mesmo republicano convicto, o eleitorado americano já várias vezes mostrou o seu fascínio pelas dinastias, fosse pela dos Kennedy, que porém só lhes deu um Presidente, fosse pela dos Adams ou pela dos Bush, famílias poderosas que já tiveram dois dos seus membros nessa Casa Branca construída em 1800 na capital baptizada de Washington. Nascido em 1732, Washington morreu em 1799. No seu testamento, libertou o seu criado pessoal, a quem conferiu uma pensão permanente, e ordenou que os escravos da família fossem emancipados no momento da morte de Marta. Perdoou as dívidas da família do seu irmão Samuel (o antepassado do empresário texano Paul Emery) e doou espadas a cada um dos cinco sobrinhos. Não havia, contudo, qualquer coroa para transmitir. Dos strategos ao Presidente. A palavra Presidente bem pode vir do latim e significar aquele que está à frente, mas a República Romana (509 a.C. - 27 a.C.) preferiu sempre chamar cônsules aos seus líderes, até que Augusto a substituiu pelo Império. Já na Democracia Ateniense, que teve o seu momento de esplendor no século V a.C., a palavra strategos servia para designar o chefe político máximo. Péricles foi o mais célebre dos strategos, palavra que costuma ser traduzida por general. Outras repúblicas recorreram também às designações militares para nomear o seu líder, como é o caso de São Marino, desde a época medieval chefiada por um capitão-regente, ou a República Holandesa, que durou dos séculos XVI ao XVIII e sempre foi encabeçada por um lugar-tenente. Já a República Veneziana, que existiu durante mil anos até ser conquistada por Napoleão em 1797, usava a expressão «doge» para o seu líder eleito, palavra que vem do latim dux. Quanto à República Suíça, fundada no século XIII, só a partir de 1848 passou a ter um Presidente. Aliás, data do mesmo ano o primeiro Presidente francês, Luís Bonaparte, mais tarde imperador como o foi o seu tio Napoleão. Na sua primeira versão, a República Francesa, ainda no século XVIII, foi liderada por directores e depois por cônsules. Foram assim os Estados Unidos a inventar o Presidente da República, com George Washington em 1789. O modelo foi imitado primeiro nas repúblicas latino-americanas e só mais tarde na Europa. Hoje, Presidente é o título mais comum para um chefe do Estado. Usam-no cerca de centena e meia de países de todos os continentes.
(Um exemplo, para aqueles que pensam que tudo será deles: os ditadores, os prepotentes e tiranos que este mundo, muito ironicamente, ainda contém…)

domingo, 20 de março de 2011

A tentação da riqueza... para meditar!

Uma das grandes tentações de sempre e mais ainda do nosso tempo é a ânsia da riqueza: querer possuir muito, “ter” cada vez mais. E esta tentação sôfrega leva à corrupção, à exploração nos salários, à desonestidade nos contractos, à usura nos empréstimos, à avareza na forma de viver, ao roubo nas partilhas, a vigarices de toda a espécie, etc.
A fome de riqueza entontece, cega e cria indiferença para como os famintos e miseráveis que muitas vezes moram e são nossa vizinhança.
Certo homem ávido e cego pelo ouro entrou numa ourivesaria repentinamente, onde estavam bastantes pessoas. Agarrou vários objectos de ouro e fugiu. Foi apanhado por um policial, que lhe disse: estava lá tanta gente, como te atreveste a roubar o ouro?
- Eu vi tanto ouro que nem me apercebi da gente que lá estava! – Respondeu o ladrão.
Realmente o ouro, o dinheiro, a riqueza em abundância, cegam a humanidade: não deixam ver a gente pobre, atulhada no caos da miséria…
A sede de riqueza é uma doença contagiosa que não deixa abrir o coração para este mundo de angústias aumentadas pela crise que atravessamos.
As pessoas ao serem tocadas pelo cancro da ambição, apenas olham para si próprias e para os mais diversos ídolos oferecidos pelo dinheiro: a luxúria, o pagode, réveillons, comezainas, etc.
Há necessidade de ter cuidado, porque a sede de ouro não deixa ver a gente extremamente carente que nos rodeia.
Porém, também não encontramos exemplos dignificantes daqueles que governam diversos países, porque a saga da malvadez avarenta e corrupta, encaixa fortemente numa justiça impura, maligna e incapaz de lavar a face deste mundo, onde faltam a sensatez e o respeito pela dignidade humana dos mais humildes e necessitados…

TVP/VERDE

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sócrates e a filosofia da verdade...

A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os factos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abarcavam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em actos, palavras e carácter. Assim, "a verdade" pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e académicos, várias teorias e visões a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira. Daí seu texto "como filosofar com o martelo".
Quem concorda sinceramente com uma frase está alegando que ela é verdadeira. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafísica se ocupa da natureza da verdade. A lógica se ocupa da preservação da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade.
As questões tipicamente debatidas incluem:
O que pode ser classificado como falso ou verdadeiro?
Como definir e identificar a verdade? A verdade é subjectiva, objectiva, relativa ou absoluta?
O primeiro problema para os filósofos é estabelecer que tipo de coisa é verdadeira ou falsa, qual o portador da verdade (em inglês truth-bearer). Depois há o problema de se explicar o que torna verdadeiro ou falso o portador da verdade. Há teorias robustas que tratam a verdade como uma propriedade. E há teorias deflacionárias, para as quais a verdade é apenas uma ferramenta conveniente da nossa linguagem. Desenvolvimentos da lógica formal trazem alguma luz sobre o modo como nos ocupamos da verdade nas linguagens naturais e em linguagens formais.    
Há ainda o problema epistemológico do conhecimento da verdade. O modo como sabemos que estamos com dor de dente é diferente do modo como sabemos que o livro está sobre a mesa. A dor de dente é subjectiva, talvez determinada pela introspecção. O facto do livro estar sobre a mesa é objectivo, determinado pela percepção, por observações que podem ser partilhadas com outras pessoas, por raciocínios e cálculos. Há ainda a distinção entre verdades relativas à posição de alguém e verdades absolutas.
Definição de verdade
A verdade é uma interpretação mental da realidade transmitida pelos sentidos, e confirmada por equações matemáticas e linguísticas formando um modelo capaz de prever acontecimentos futuros diante das mesmas coordenadas.
Uma outra visão do que é verdade
Verdade é um resultado lógico (verdadeiro ou falso) de uma operação mental que depende de dois tipos de conjuntos de juízos: juízos a priori e a posteriori.
Os juízos a priori são conhecidos pela mente antes da realização da experiência, exemplo: a linha recta é a menor distância entre dois pontos.
Os juízos a posteriori dependem do resultado final de uma experiência científica, que deve ser realizada inúmeras vezes para que exista a comprovação de que um fenómeno sobre determinadas condições só produz um único tipo de resultado que pode ser verdadeiro ou falso.
Não existem mecanismos científicos totalmente eficazes de se prever acontecimentos futuros, dado ao facto da realidade poder ser alterada por elementos não possíveis de serem previstos pelo conhecimento humano.
As condições de tempo e espaço não estão sobre o domínio do homem.
A verdade é um facto.
O portador da verdade
Os filósofos chamam qualquer entidade que pode ser verdadeira ou falsa de portador da verdade. Assim, um portador da verdade, no sentido filosófico, não é uma pessoa ou Deus.
Para alguns filósofos, alguns portadores da verdade são primitivos; outros são derivados. Filósofos dizem, por exemplo, que as proposições são as únicas coisas literalmente verdadeiras. Uma proposição é uma entidade abstracta a qual é expressa por uma frase, defendida em uma crença ou afirmada em um juízo. Nossa capacidade de apreender proposições é a razão ou entendimento. Todas essas manifestações da linguagem são ditas verdadeiras apenas se expressam, defendem ou afirmam proposições verdadeiras. Assim, frases em diferentes línguas, como por exemplo o português e o inglês, podem expressar a mesma proposição. A frase "O céu é azul" expressa a mesma proposição que a frase "The sky is blue".
Já para outros filósofos proposições e entidades abstractas em geral são misteriosas, e por isso pouco auxiliam na explicação. Por isso tomam as frases e outras manifestações da linguagem como os portadores da verdade fundamentais.
Ou seja a verdade para a filosofia e uma coisa única e contraditória pela Mentira.
Entre as muitas afirmaçoes sobre a verdade, uma em geral é bastante clara sob o ponto de definição de verdade:
Tipos de verdade
Verdade material é a adequação entre o que é e o que é dito.
Verdade formal é a validade de uma conclusão à qual se chega seguindo as regras de inferência a partir de postulados e axiomas aceitos.
É uma verdade analítica a frase na qual o predicado está contido no sujeito. Por exemplo: "Todos os porcos são mamíferos".
É uma verdade sintética a frase na qual o predicado não está contido no sujeito.
Sofisma é todo tipo de discurso que se baseia num antecedente falso tentando chegar a uma conclusão lógica válida.
Teorias metafísicas da verdade
Verdade como correspondência ou adequação
A teoria correspondentista da verdade é encontrada no aristotelismo (incluindo o tomismo). De acordo com essa concepção, a verdade é a adequação entre aquilo que se dá na realidade e aquilo que se dá na mente.
A verdade como correspondência foi definida por Aristóteles no tratado Da Interpretação, no qual ele analisa a formação das frases suscetíveis de serem verdadeiras ou falsas. Uma frase é verdadeira quando diz que o que é é, ou que o que não é não é. Uma frase é falsa quando diz que o que é não é, ou que o que não é é.
O problema dessa concepção é entender o que significa correspondência. É um tipo de semelhança entre o que é e o que é dito? Mas, que tipo de semelhança pode haver entre as palavras e as coisas?
O método científico, por exemplo, estabelece procedimentos para se realizar essa correspondência. Nesse caso um juízo de verdade V é então legitimado, de forma tal que a comunidade de cientistas (que partilham entre si conhecimento e experiências) aceita/certifica como verdadeira a proposição P, oriunda da correspondência realizada entre P(V) e a "realidade empírica", via método científico.
Definição de Verdade por correspondência segundo Dicionário de Filosofia Abagnano
1ºO conceito de V como correspondência é o mais antigo e divulgado. Pressuposto por muitas das escolas pré-socráticas, foi pela primeira vez, explicitamente formulado por Platão com a definição do discurso verdadeiro que dá no Cratilo: "Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que as diz como não são." (Crtas.,385b;v.Sof.,262 e; Fil.,37c). Por sua vez Aristóteles dizia: "Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é a verdade." (Met.,IV,7,1011b 26 e segs.;v.V,29.1024b 25).
Aristóteles enunciava também os dois teoremas fundamentais deste conceito da verdade. O primeiro é que a verdade está no pensamento ou na linguagem, não no ser ou na coisa (Met., VI,4,1027 b 25). O segundo é que a medida da verdade é o ser ou a coisa, não o pensamento ou o discurso: de modo que uma coisa não é branca porque se afirma com verdade que é assim; mas se afirma com verdade que é assim, porque ela é branca. (Met., IX, 10,1051 b 5).
Desmenção
De acordo com a teoria desmencionista da verdade, para chegarmos à verdade de uma proposição basta tirarmos as aspas da mesma. Por exemplo, a proposição "A neve é branca" é verdadeira se, e somente se, a neve é branca.
Deflacionismo
De acordo com o deflacionismo, o predicado de segunda ordem "É verdade que …" não acrescenta nada à frase de primeira ordem à qual ele é aplicado. Por exemplo, não há nenhuma diferença lógica entre a frase "É verdade que a água é molhada" e a frase "A água é molhada".[1]
Desvelamento
Segundo esta concepção, verdade é desvelamento. Conhecer a verdade é deixar o ser se manifestar. É estar aberto para o ser. Nas versões modernas do desvelamento, mais pragmáticas, a verdade é algo "sempre em construção", e que portanto sempre vai possuir "valor verdade" inferior a 100%.
Pragmatismo
Para o pragmatismo a verdade é o valor de uma coisa. É típico de pragmatistas como Richard Rorty a oposição à posição correspondentista. Caso este verbo seja VTDI
Em Habermas a verdade se confunde com a validade intersubjectiva, ou consenso. Se uma proposição não é submetida ao crivo da comunidade, nada se pode dizer sobre sua falsidade.
No Empirismo o pragmatismo não se opõe à correspondência, mas se funde a ela: a "verdade empírica" como correspondência obtida por consenso na comunidade científica.
“Falta falar da filosofia de Sócrates: para ele, as mentiras só existem contra si mesmo; as verdades saem da sua boca com uma velocidade de míssil. Portanto, deduz-se que ele nunca mente! Sendo assim, proclama sempre a verdade que as mentiras escondem na sua camuflagem política de governação negativa… e as palavras verdade e mentira têm sete letras cada uma. É, apenas, uma questão de gosto ou escolha, mas ele tem-se saído bem a mentir…” (Verde)

sábado, 12 de março de 2011

Preparação Física Adequada...

Confesso que nunca fui muito apaixonado pela ginástica ou preparação física. Contudo, na Escola de Fuzileiros, ia acompanhando o ritmo conforme podia, pois, como sabem, a ginástica fazia parte integrante da preparação dos Fuzileiros. 
Lembro-me muito bem e parece que ainda ouço: um...dois...três...abaixo... acima...à esquerda...à direita...deitar...levantar...etc.
Deixo-vos esta figura/exemplo de ginasta, para que possais, também exercitar-vos: abaixo...acima...para trás...para a frente e...até de lado...fazendo o pino!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nem tudo é mau no Carnaval...

O Carnaval de hoje é muito diferente daquele que se fazia e via no meu tempo de criança e mesmo já com a idade dos vinte anos...
Na aldeia, trocavam-se as vestes fazendo lembrar os "travestis" e arranjavam-se umas meias para tapar a tromba e, agarrados, geralmente a um cajado, procurava-se imitar alguém que era desajeitado ou tosco. Coisas diferentes daquilo que vemos hoje!
O Carnaval moderno, praticamente, deixou de ser Carnaval para dar lugar aos desfiles de carnes humanas e às brutalidades sambolódramas. Sendo assim, aquilo que se esperava duma "careta ou máscara para dificultar o reconhecimento de quem se mascarava, passou ao uso e abuso de mostrar o físico, os papos e as peidas, tornando-se em autênticas caravanas ou cáfilas de camelos e dromedários  que atravessam o deserto da estupidez a caminho da quarta-feira de cinzas.
Porém, nem tudo é mau, porque, vagueando pela Figueira da Foz, domingo 6 de Março em visita a familiares naquela zona, foi-me dado o privilégio de apreciar o desfile "Carnavalesco da Figueira", através duma varanda, beneficiando  duma visão total sobre este espectáculo de Entrudo.
Mais importante que tudo aquilo, foi aperceber-me que, a menos de 50 metros de distância, se encontrava o Páscoa, nosso "Filho da Escola".
Procurei ligar-lhe mas o barulho dos rufos era demasiado forte para ouvir o telemóvel. À terceira tentativa atendeu e, dentro de poucos minutos trocávamos aquele abraço que une todos aqueles que outrora dançaram outro "samba", nas pistas de lodo da Escola de Fuzileiros.
Por isso, nem tudo no Carnaval é mau, enquanto houver amigos para trocar um abraço e matar a saudade dos belos tempos... 
Obrigado, amigo Páscoa!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trichet: Aumentar salários seria “disparate”

Presidente do BCE diz que é preciso controlar remunerações.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, advertiu este domingo que aumentar os salários “seria o último disparate que havia a fazer”, porque os países que melhor os controlaram, são os que têm mais sucesso na redução do desemprego. Como exemplo, Trichet apresentou a Alemanha, que, desde a criação da moeda única, aumentou os salários dos trabalhadores em 17 por cento, contra a média da Zona Euro que se fixou no dobro, e que “conseguiu reduzir o desemprego”, inclusive durante a crise. “Não podemos fazer nada contra o aumento imediato dos preços do petróleo ou das matérias-primas, mas temos de lutar contra os efeitos de segunda ronda”, alegou o presidente do BCE, em declarações à rádio francesa Europe 1, referindo-se aos salários dos trabalhadores, ao aumento da idade das reformas e a outros preços em geral.
O comentário do, Verde:
<Por acaso este senhor, que deve ganhar pouco, se referiu a ele próprio, oferecendo com amabilidade e humildade a recusa de grande parte do seu salário e das regalias que usufrui em excesso?>
<Vá dar ideias ao raio-que-o-parta, e tome em consideração aqueles que humildemente morrem de fome, por causa de tantos “ladrões autorizados” que se pavoneiam neste mundo tuberculoso e cheio de micróbios, que esses vampiros da sociedade impingiram aos mais desfavorecidos! Tenha nojo, meu caro senhor, de proferir coisas tão ingénuas e fora do contexto moral que revelam pouca ética da sua parte! É, deveras repugnante, que tão alto cargo seja desempenhado e atribuído – não estando em causa o seu saber e curriculum – a uma pessoa que, de forma abusiva e discriminatória abriu a boca, impropriamente, e se lembrou de proclamar tão horrenda “heroicidade”…considerada como uma das maiores ofensas contra os incautos forçados desta humanidade podre!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Camisola Jersey do Marujo Português...

Dei voltas e mais voltas, pesquisas e mais pesquisas e não encontrei o suficiente que me explicasse o nome ou fundamento da Jersey, que os marujos usam desde 1 de Outubro até 1 de Maio, cumprindo assim o que a Ordem estabelece quanto a esse meio de fardamento. Num comentário que fiz ao título: Manta de Seda, tentei dar a perceber que, se alguém soubesse a origem da Camisola Jersey, pudesse dar-nos a indicação sobre essa peça de fardamento das praças da Marinha de Guerra.
Segundo as minhas pesquisas, trata-se de uma camisola de diversos tipos de confecção que nada tem a ver com o exposto em baixo, porque de facto, não são concebidas com artigos tão caros. Refiro-me também ao meu grande Amigo Valdemar, que destraído na seu comentário, apareceu com as suas refutações, dizendo que a Marinha dos Estados Unidos não tem história. Não discuto tal facto mas, quando me referi ao Estado e cidade de New Jersey, que conheço, foi apenas para suscitar que alguém me pudesse ajudar na minha curiosidade sobre a nossa conhecida “jersey.”
Deixo aqui o comentário de então, para se poder avaliar qual era a minha pretensão.
Camisola (Jersey)
Camisola (Jersey) de Ciclismo Inverse "Air" de Manga Curta. Tecido transpirável, com goma anti-deslizante e faixas reflectoras. Disponível em 5 cores: Laranja, Vermelho, Azul, Preto e Verde e em todos os tamanhos (S ao XXXL).
Composição: O tecido SUMTEX foi desenvolvido com a última tecnologia de filamentos de micro-fibra e acabado com sistema de "conforto duplo". Este sistema permite manter o seu corpo seco, mesmo perante condições de grande transpiração. Permite igualmente uma grande adaptação, facilitando um maior rendimento do desportivo.

Título no Blogue da Comp. Nº 2 de Fuzileiros: Manta de seda

E, já que falas disso
Refere-te à Jersey, também
Para tirares do cortiço
As dúvidas que a malta tem.
Estado norte-americano
Jersey também é cidade
Se vestimos aquele pano
Precisamos da verdade
Desta terra que conheço
Que me chamou atenção
Quero saber o adereço
Julgo que tenho razão...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nunca podemos esquecer...

Charles Plumb foi um piloto aviador norte-americano que bombardeou muitas vezes zonas de guerra no Vietname. Um dia foi atingido por um míssil e ejectou-se, salvando-se com o seu pára-quedas. Foi preso e passou seis anos numa masmorra vietnamita.
Quando o libertaram, regressou à América e decidiu fazer pequenas conferências sobre aquela guerra.
Certo dia, entrou num restaurante e ficou surpreendido quando um indivíduo lhe disse: - Você é o piloto Plumb. Eu preparei o seu pára-quedas. Ele funcionou bem?
- Sim, senão eu não estaria aqui.
Plumb reconheceu-o. Era um simples marinheiro que preparava e dobrava cuidadosamente os pára-quedas. Era o Salvador dos aviadores. Mas Plumb era um piloto arrogante que não dava importância ao humilde marinheiro. Durante a guerra nem sequer lhe dava um “bom dia”.
Plumb abraçou-o e agradeceu muito arrependido do desinteresse manifestado àquele homem encarregado de missão tão importante que lhe salvou a vida e a de outros pilotos.
Passou então a fazer pequenas palestras sobre a importância dos preparadores de pára-quedas e nelas costumava perguntar: Quem preparou os vossos pára-quedas? E contava a sua história.
Na verdade, todos temos alguém que prepara o nosso pára-quedas, para nos lançarmos nos desafios da vida quer familiar, quer profissional, quer social. Por vezes são pessoas simples, bondosas, que velam pela nossa vida, pela nossa felicidade.
E de quantas quedas perigosas, até mortais, nos livrará o nosso pára-quedas preparado cuidadosamente por alguém que nos ajuda e nos ama, por um amigo a quem manifestamos pouca importância, talvez a quem esquecemos ingratamente.
Mas não devemos nem podemos esquecer!
(TVP)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Três quadros muito tristes...

Os tempos de crise são tempos de angústia e até de humilhação envergonhada.
Procuro estar atento ao mundo que me rodeia e às situações de carência extrema noticiadas na imprensa, como estas apresentadas pelo jornalista Luís Osório nos seus “ficheiros secretos”. Transcrevo-as com algum retoque meu, porque senti um peso na alma e uma dor no coração, ao constatar tais evidências que são o arrepio da nossa sociedade: a pobreza!
Certa mulher honesta, sempre cumpridora da sua palavra, comprava carne num talho próximo. O proprietário sempre a atendia com agrado, firmado na sua palavra cumpridora.
Mas os dias passaram a ser diferentes. A fome tinha chegado e o dinheiro – pouco – desaparecia. Foi ao talho comprar algo para a refeição da sua família. Já não tinha dinheiro e a sua “palavra” começava a faltar.
O talhante embrulhou-lhe um osso num papel grosso e ela foi fazer uma sopa gostosa para a sua família. Um osso!
Outra pobre mulher tentou-se no supermercado e, instigada pela fome, roubou um bife de peru. Foi apanhada e presa. Julgada, foi condenada a 60 dias de trabalho comunitário numa cantina. Roubara para comer…
Neste mar de miséria, verificamos uma atitude curiosa, numa cantina onde muita gente de classe média tomava as refeições.
As voluntárias que serviam as refeições disseram que agora muita gente da classe média lá ia comer uma refeição gratuita. E disse ainda que algumas pessoas, envergonhadas, comiam de rosto virado para a parede para não serem reconhecidas.
Uma das serventes chamou pelo nome um indivíduo já habitual que comia virado para a parede. Não queria que o identificassem e ficou aborrecido. Era um professor liceal que, humilhado pela crise, ali vinha matar a fome.
Nos subterrâneos da miséria, quanta gente, acicatada pela fome, levada pelo desespero, procura sustento para sobreviver, porque o dinheiro não chega!
Três quadros tristes, como tantos outros que vão surgindo, em busca de alimentos para aguentar a vida. E, tanta gente esbanjando, estragando e outros roubando sem necessidade.
Quem pode acudir a este povo? Quem poderá matar a fome a esta gente? São horas ou mais que horas, para que os nossos governantes possam mostrar um pouco de sentimento e alguma sensatez, no seu olhar, que sempre desviam, quando as coisas lhes mostram a miserável situação daqueles que passam fome…